Destaques, Notícias › 13/07/2017

14 de Julho – Dia de São Camilo de Lellis

No dia 14 de julho recordamos São Camilo. Para nós da Pastoral da Saúde, esta data é tempo de dar graças ao nosso modelo inspirador de cuidado aos irmãos enfermos. Camilo era italiano de Abruzzo, mais precisamente da cidade de Bucchianico. Em 1550, ano de seu nascimento, sua família carregava no sangue virtude, coragem e brio dos que lutaram nas Cruzadas.

Com 17 anos Camilo se alistou como voluntário no exército de Veneza. Naquela época, pôde conviver com o drama dos enfermos que agonizavam diante de várias doenças. Foi nessa época também que Camilo passou a viver com uma dolorosa ferida no pé, que o acompanhou até o último dia de sua vida. Nesse período, também sofreu a perda do pai e sua vida enveredou-se para os prazeres mundanos, como o da jogatina.

A vida de Camilo mudou completamente. Sofreu diante da falta de condições financeiras e de saúde. Doente, não conseguiu local para se internar, o que o fez partir para Roma, pedindo auxílio no Hospital Santiago, justamente para tratar da chaga no pé direito. Camilo não tinha dinheiro para pagar o tratamento e se ofereceu para trabalhos de servente e de enfermeiro.

Mal cicatrizada a ferida, Camilo, sem nenhum recurso financeiro, soube que o país recrutava voluntários para combater os turcos. E lá foi ele. Não parou tão cedo. Em 1573, mais um combate. Neste ano, quase restabelecido economicamente, Camilo, mais uma vez, rendeu-se aos prazeres mundanos e atirou-se aos jogos. Perdeu tudo. Ficou a zero, reduzido à miséria. Retornou a Nápoles e prometeu se tornar religioso franciscano.

Um ano depois, Camilo esqueceu-se do voto que fizera de se tornar religioso franciscano e mergulhou novamente no jogo. Ficou novamente na miséria. Partiu para Veneza. Passou frio e fome. Não tinha onde morar e nem onde dormir. Em uma das derrotas no jogo, deu como pagamento a própria camisa. Depois de muito perambular, conseguiu abrigo no convento dos capuchinhos, momento em que lembrou do voto de tornar-se religioso. Converteu-se realmente.

Camilo retornou ao Hospital Santiago, desta vez como mestre da casa. Apesar de doente, tratou dos enfermos como de si. Em 1581, com a saúde precária, decidiu tratar dos doentes gratuitamente. Na época, Camilo foi levado a agir assim diante da exploração, da desonestidade e da falta de escrúpulos dos médicos para com os doentes. Em 1582, Camilo teve a primeira inspiração de instituir uma companhia de homens piedosos que aceitassem, generosamente, a missão de socorrer os pobres enfermos, sem preocupação de recompensa.

Aos 32 anos voltou aos estudos, sendo ordenado sacerdote aos 34 anos. Aos 18 de março de 1586, o papa Sixto V aprovou a Congregação Religiosa fundada por Camilo. Em 21 de setembro de 1591, o papa Gregório XIV elevou a Congregação de Camilo ao “status” de Ordem Religiosa. Na guerra que logo em seguida houve na Hungria, os Camilianos trabalharam como primeira unidade médica de campo, cuidando dos feridos.

Não bastou a Camilo tomar consigo apenas bons enfermeiros e alguns médicos, os doentes careciam também de assistência religiosa. É evidente que a alma bem cuidada dispõe melhor o corpo para suportar os sofrimentos e sobrepor-se à doença. Vale destacar que antes de ser santo, Camilo não tinha qualquer ligação de fé no Senhor.

Muito doente, Camilo renunciou ao cargo de Superior-Geral de sua Ordem Religiosa em 1607. Faleceu em Roma aos 64 anos em 14 de julho de 1614.

Fonte: http://www.camilianos.org.br/sao-camilo/biografia/

 

 

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